Há dias em que me dá para o cinema!

Vi o “Habemus Papam” de Nanni Moretti, que tem a particularidade de “mostrar” um Vaticano em que, após a morte do Papa, é eleito um novo em Conclave. Até aqui tudo bem. Mas, na hora de ser anunciado, ele sofre um ataque de pânico, entra em depressão e precisa de fazer terapia psiquiátrica. O filme faz uma crítica à crise da Igreja no mundo de hoje. Houve momentos em que ri, para não chorar. A personagem do Papa “deprimido” tem um desempenho extraordinário e, apesar aparentar ser o mais doente, tem o discurso mais lúcido do filme!

Depois vi o “Dos Homens e dos Deuses” de Xavier Beauvais, onde se pode ‘tocar’ com o coração aquilo que é o discernimento, à luz do Mistério da Encarnação.

Foram momentos de síntese marcantes para mim, e como para recordar melhor é preciso algo que marque e que fique, elegi a música de Mercedes Sosa - “Todo Cambia”, que aparece no Habemus Papam. Mas é aí que, em ligação com o discernimento, está a solução, a meu ver: tudo muda, exceto o amor, melhor o Amor.

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